(da Exortação Apostólica do Papa Francisco sobre a Família)

pe-ricardo1Irmãos na fé, caríssimos paroquianos, no último dia 8 de abril o Papa Francisco lançou um belíssimo documento sobre a FAMÍLIA. Em nosso jornal paroquial, «Pompéia em Notícia», desse número de maio até o de dezembro, falaremos nessa coluna sobre alguns pontos desse documento. A FAMÍLIA, nascida de um matrimônio entre homem e mulher, é querida pela Igreja, uma bênção de Deus para a sociedade. Infelizmente, essa instituição tão cara e querida tem sofrido muitos ataques nos últimos tempos motivados por ideologias que querem destruí-la. Destruindo a instituição familiar a sociedade é enfraquecida e mais facilmente manipulada. Uma dessas ideologias é aquilo que chamamos de GENDER ou simplesmente IDEOLOGIA DE GÊNERO. Diz o Papa Francisco sobre essa nefasta ideologia:

«Outro desafio surge de várias formas duma ideologia genericamente chamada gender, que «nega a diferença e a reciprocidade natural de homem e mulher. Prevê uma sociedade sem diferenças de sexo, e esvazia a base antropológica da família. Esta ideologia leva a projetos educativos e diretrizes legislativas que promovem uma identidade pessoal e uma intimidade afetiva radicalmente desvinculadas da diversidade biológica entre homem e mulher. A identidade humana é determinada por uma opção individualista, que também muda com o tempo». Preocupa o fato de algumas ideologias deste tipo, que pretendem dar resposta a certas aspirações por vezes compreensíveis, procurarem impor-se como pensamento único que determina até mesmo a educação das crianças. É preciso não esquecer que «sexo biológico e função sociocultural do sexo (gender) podem-se distinguir, mas não separar». [...] Uma coisa é compreender a fragilidade humana ou a complexidade da vida, e outra é aceitar ideologias que pretendem dividir em dois os aspectos inseparáveis da realidade. Não caiamos no pecado de pretender substituir-nos ao Criador. Somos criaturas, não somos onipotentes. A criação precede-nos e deve ser recebida como um dom. Ao mesmo tempo somos chamados a guardar a nossa humanidade, e isto significa, antes de tudo, aceitá-la e respeitá-la como ela foi criada». (Amoris laetitia, n.56)

Digamos «não» à ideologia de gênero e estejamos atentos porque em algumas escolas, públicas e particulares, apesar de ser proibida em nosso país, as  crianças recebem DOUTRINAÇÃO sobre a essa ideologia. É possível que os pais ou responsáveis processem judicialmente o professor ou mesmo a escola que tem ensinado a IDEOLOGIA DE GÊNERO.

Padre Ricardo de Barros Marques - vigário paroquial